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Dados relativos à população americana revelaram um acréscimo de obesos de 14-16% em 1995, para 25% em 2005




Epidemia de Obesidade.

16/5/2008 - Médicos de Portugal

Na última década, assistiu-se ao desenvolvimento de uma nova epidemia
nos EUA e Europa, denominada Obesidade. Considera-se obesidade quando
o índice de massa corporal (IMC) ultrapassa os 30, e excesso de peso
quando o IMC se situa entre os 25 e 30. Dados relativos à população
americana revelaram um acréscimo de obesos de 14-16% em 1995, para 25%
em 2005.

Também na Europa se verifica esta tendência, e os dados referentes à
população portuguesa adulta demonstraram que 53% dos portugueses
apresentam excesso de peso, valor superior no sexo masculino, em que
60% apresenta IMC superior a 25.

Apesar da sua banalização, a obesidade não deve ser considerada uma
variante do normal, mas sim uma doença. São inúmeras as
co-morbilidades associadas ao excesso de peso, atingindo vários órgãos
e sistemas.

A influência da obesidade em outras patologias

A obesidade está ligada na patogénese do diabetes, hipertensão e
dislipidemia, sendo um fator de risco cardiovascular relevante.
Convém, no entanto, não reduzir a importância da obesidade ao risco
cardiovascular acrescido e salientar que a gordura também causa doença
em outros órgãos. Um deles é o fígado. Os hepatócitos são um dos
locais preferenciais para o acumulo de gordura em excesso. O
armazenamento da gordura no fígado leva ao desenvolvimento da
esteatose hepática ou fígado gordo.

Em termos clínicos, os pacientes não apresentam geralmente sintomas, e
o diagnóstico é suspeitado na presença de alterações analíticas
(aumento das transamínases) ou ecográficas. A ecografia permite
detectar a esteatose hepática ao revelar um fígado difusamente mais
claro e brilhante do que o rim. Com o incremento da obesidade
verifica-se um aumento na incidência e prevalência do fígado gordo.
Embora um número elevado destes indivíduos nunca venha a desenvolver
doença hepática significativa, sabe-se que alguns vão desenvolver
doença mais agressiva, com inflamação hepática marcada
(esteatohepatite) e progressão para cirrose e/ou carcinoma
hepatocelular.

Esta evolução acontece porque a gordura hepática não é inofensiva,
tornando o fígado mais vulnerável a outras agressões e diminuindo a
sua capacidade de regeneração. Os ácidos gordos armazenados vão
desencadear fenómenos inflamatórios cujo resultado final é a morte dos
hepatócitos, a ativação dos mecanismos fibrogénicos, com o depósito de
colágeno e a evolução para fibrose e cirrose. Sabe-se que os pacientes
com esteatohepatite apresentam uma doença progressiva, em que metade
desenvolve fibrose e um terço evolui para cirrose. A biopsia hepática
permite fazer o diagnóstico de esteatose hepática, distinguir entre
esteatose e esteatohepatite, excluir outras causas de doença hepática
e estabelecer o prognóstico com base no grau de fibrose existente.
Atualmente, o enfoque terapêutico concentra-se no controle do excesso
de peso (quer seja por medidas dietéticas, farmacológicas ou
cirúrgicas), já que se demonstrou uma diminuição da infiltração gorda
hepática e melhoria das transamínases nos indivíduos que conseguiram
emagrecer.
Em termos farmacológicos, as tiazolidinedonas são medicamentos
promissores, aumentando a sensibilidade do tecido adiposo e do fígado
à insulina e redistribuindo a gordura visceral para os depósitos
lipídicos subcutâneos.
Têm também uma atividade anti-inflamatória, e em ensaios clínicos
demonstraram serem capazes de normalizar as transamínases e melhorarem
significativamente as lesões histológicas.

Em resumo, a obesidade produz doença hepática que hoje se sabe não ser
tão benigna como inicialmente se presumia, podendo evoluir para doença
hepática terminal. Em termos terapêuticos, não existe tratamento
específico, e as principais medidas direcionam-se para a mudança do
estilo de vida e tratamento da obesidade.
Farmacologicamente, o enfoque dirige-se para medicamentos capazes de
aumentar a sensibilidade à insulina, embora inúmeros agentes de
diversas classes já tenham sido utilizados com resultados por vezes
contraditórios.

Susana Lopes
Assistente Hospitalar de Gastrenterologia
Fonte: http://www.portaldiabetes.com.br/conteudocompleto.asp?idconteudo=4878

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