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Há quanto tempo o soro fisiológico e o catchup estão na geladeira?




Há quanto tempo o soro fisiológico e o catchup estão na geladeira?

Marina Almeida
Especial para o UOL Ciência e Saúde
Diarréias, vômitos, dor de barriga e alergias são alguns dos sintomas
que podem ser desencadeados por alimentos vencidos. Não é só a data de
validade impressa nos rótulos, entretanto, que garante a qualidade do
que é consumido. É necessário também prestar atenção no prazo de
utilização do produto após aberto.

"A deterioração é mais rápida quando o alimento entra em contato com o
ar, onde pode encontrar fungos e bactérias", explica Carmen Cecília
Tadini, professora do Departamento de Engenharia Química da Escola
Politécnica da USP.


"Não temos o hábito de relatar este tipo de problema causado por
alimentos aos postos de saúde, o que impede que tenhamos um banco de
informações mais completo sobre a quantidade de casos de intoxicação
ou infecção alimentar no país", diz a professora.

Ela explica que os consumidores devem ficar atentos quando utilizarem
marcas desconhecidas, por exemplo, e recomenda que relatem eventuais
problemas, inclusive aos fabricantes.

A professora ainda diz que não se deve retirar a parte contaminada por
fungos de um produto e consumir seu restante. "A presença desses
microoganismos pode indicar a existência de outros, invisíveis a olho
nu".

Carmen sugere também atenção maior com os produtos em promoção, já que
o desconto ocorre, muitas vezes, por causa da aproximação de seu
vencimento.

Cada marca, um prazo

Assim como a validade dos alimentos, seu prazo de utilização após
abertos pode variar de acordo com a marca. O fabricante deve indicar
no rótulo as condições de uso e armazenamento do produto - se deve ser
mantido em geladeira ou consumido logo após sua abertura, por exemplo.

"O fabricante determina a validade baseado em seus estudos sobre a
deterioração do produto. É ele quem conhece as técnicas e o processo
de produção de seu alimento e quem melhor pode indicar seus potenciais
e limites", diz Isabel de Lelis Andrade Moraes, diretora da Divisão
Técnica de Produtos do Centro de Vigilância Sanitária Estadual, de São
Paulo.

Ela ressalta que, caso não encontrem essas informações nas embalagens,
os consumidores devem cobrar dos fabricantes e relatar o fato a órgãos
como o Centro de Vigilância Sanitária, que monitora diversos alimentos
encontrados no mercado.
Catchup e mostarda

Apesar do costume de armazenar potes de catchup e mostarda por vários
meses na geladeira, após a abertura a validade destes alimentos
diminui drasticamente.

Entre as marcas pesquisadas pelo UOL Ciência e Saúde, o prazo
recomendado pelos fabricantes para o consumo de catchup variou de 14
dias e dois meses depois de aberto. Já para a mostarda este tempo é de
30 ou 45 dias após a abertura da embalagem. Problemas de armazenamento
desses produtos, como uma eventual falta de energia elétrica ou o
hábito de abrir a geladeira com muita freqüência também podem fazer o
prazo diminuir.

"O maior problema é quando as embalagens de catchup e mostarda são
recarregadas, como costuma ser feito em muitos estabelecimentos
comerciais. O contato com o ar e com utensílios de cozinha, entre
outros, pode contaminar estes alimentos", diz Pedro Manuel Leal
Germano, professor da Faculdade de Saúde Pública da USP. Por outro
lado, ele explica que o alto PH dos produtos dificulta a proliferação
de microorganismos, diminuindo os riscos.

Soro fisiológico

O soro fisiológico também não deve ser guardado por muito tempo após
ser aberto. A recomendação é que ele seja adquirido em embalagens
menores para ser consumido mais rapidamente. "Além disso, o soro deve
ser armazenado na geladeira depois de aberta a embalagem", ressalta
Germano. Isso porque as temperaturas baixas dificultam a proliferação
de fungos ou outros microorganismos.

A professora Carmen ainda lembra que o cuidado com esse tipo de
material deve ser redobrado, pois ele é utilizado em pessoas com
imunidade mais baixa, como idosos e doentes.

Entre as marcas pesquisadas pelo UOL Ciência e Saúde, a recomendação é
de que o soro seja utilizado em 15 dias depois de aberto ou que o
produto seja descartado se o líquido não estiver límpido, incolor,
transparente ou inodoro.

Conservas

Alimentos em conserva, como os palmitos, precisam de controle mais
rigoroso, tanto em seu processo de fabricação, quanto ao serem
armazenados em casa, pois podem sofrer contaminação pela toxina
botulímica, que causa o botulismo - doença que atinge o sistema
nervoso e pode levar a morte. "Palmitos só devem ser adquiridos de
marcas reconhecidas e nunca em beiras de estrada", alerta Germano.

A professora Carmen explica que esses alimentos não devem ser
guardados em locais quentes, que favorecem o desenvolvimento da toxina
botulímica. "Deve-se evitar deixar as compras no porta malas do carro
por muito tempo, por exemplo", diz.

"O ideal é que esses alimentos sejam consumidos o mais rápido
possível", ressalta a professora. Nas marcas de palmito pesquisadas
pelo UOL Ciência e Saúde, a recomendação de consumo varia de
utilização imediata do alimento a até três dias após sua abertura.
Eles devem ser guardados na geladeira após abertos e no próprio
líquido da conserva, que tem o PH adequado para evitar contaminações.

Enlatados

Enlatados precisam de cuidados especiais ao serem comprados. De acordo
com Germano, um verniz interno impede que a lata entre em contato com
os alimentos. Quando as embalagens estão amassadas, entretanto, essa
proteção se rompe e o alimento pode sofrer reações e liberar
substâncias tóxicas, por exemplo. "Nesses casos, nada garante a
qualidade dos produtos e sua validade diminui", explica. Latas
estufadas também podem indicar a presença de bactérias no interior da
embalagem e devem ser evitadas.

O professor recomenda que alimentos como o molho de tomate, depois de
abertos, sejam armazenados num recipiente de vidro ou louça e cobertos
com filme plástico. Por ser bastante ácido, entretanto, o molho de
tomate não é facilmente contaminado por bactérias, explica Germano.
Entre as marcas pesquisadas, a recomendação é que o molho de tomate
seja consumido em cerca de três a cinco dias após aberta a embalagem,
prazo parecido com o do creme de leite em lata - que varia de dois a
cinco dias.

Fonte: http://cienciaesaude.uol.com.br/ultnot/2008/10/17/ult4477u1048.jhtm

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