Por Joene Hendry
NOVA YORK (Reuters Health) - Mudanças bem pequenas no estilo de vida
podem ajudar a reduzir a obesidade abdominal e o desenvolvimento da
síndrome metabólica, comunica o Dr. Pirjo Ilanne-Parikka, da
Associação Finlandesa de Diabetes em Tampere.
Síndrome metabólica é o nome que se dá, coletivamente, a um grupo de
fatores de risco do diabetes associados entre si, incluindo o aumento
da circunferência da cintura, da pressão arterial, dos níveis de
triglicérides, do colesterol e do açúcar no sangue, assim como baixos
níveis de lipoproteínas de alta densidade (o colesterol "bom").
Ilanne-Parikka e colegas observaram reduções de 15% tanto na síndrome
metabólica quanto na obesidade abdominal entre homens e mulheres de
meia-idade com sobrepeso que seguiram dietas e recomendações de
exercícios individualizadas por, em média, 3,9 anos.
Por outro lado, a síndrome metabólica diminuiu em apenas 4% e a
obesidade abdominal não teve redução entre pessoas recebendo dieta e
aconselhamento para a realização de exercícios tradicionais, informam
os pesquisadores no periódico Diabetes Care.
Nesta análise secundária do Estudo Finlandês de Prevenção do Diabetes,
que continua em curso, os pesquisadores acompanharam 522 homens e
mulheres que, no início do estudo, tinham, em média, 55 anos,
apresentavam sobrepeso (índice de massa corporal de 31,2) e baixa
tolerância à glicose, um indicador de maior risco de desenvolver
diabetes.
Os participantes do grupo de intervenção receberam conselhos regulares
e individuais com o objetivo de reduzir seu peso em pelo menos 5%.
Foram aconselhados a melhorar sua ingesta de grãos integrais,
vegetais, frutas, laticínios com baixo teor de gorduras e produtos
cárneos, além de óleos vegetais ricos em ácidos graxos monossaturados.
Também foram orientados a dedicar um mínimo de 30 minutos por dia a
caminhada, corrida, natação ou exercícios aeróbicos, de resistência ou
treinamento com peso.
Por sua vez, os integrantes do grupo de controle receberam conselhos
escritos e verbais sobre dieta e exercícios no início do estudo e nos
check-ups anuais.
As constatações destacam a importância do "aconselhamento individual,
centrado no paciente e do acompanhamento regular", disseIlanne-Parikka
à Reuters Health.
Estudos com acompanhamento mais longo são necessários para confirmar
se essas reduções podem ser obtidas e mantidas em outros grupos de
portadores da síndrome metabólica e se podem limitar os riscos de
doenças cardiovasculares, observam os pesquisadores.
FONTE: Diabetes Care, abril de 2008.
fonte:http://www.portaldiabetes.com.br/conteudocompleto.asp?idconteudo=4595







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